Para Recalcatti, proposta de pedágio tem valores elevados

Por Assessoria de Imprensa

Foto Dálie Felberg / Comunicação ALEP

O deputado Delegado Recalcatti (PSD) criticou nesta quinta-feira, 04, o modelo de privatização – e consequente cobrança de pedágios – apresentado por representantes do Ministério da Infraestrutura (Minfra) e da Empresa de Planejamento e Logística S/A (EPL) no plenário da Assembleia Legislativa. “Há uma série de situações a serem questionadas porque não me parece que a população do Paraná sairá ganhando com essa proposta”, afirmou.


Segundo o parlamentar, o próprio secretário nacional de Transporte Terrestre, Marcello da Costa Vieira, admitiu que a proposta apresentada não leva em conta a menor tarifa possível a ser praticada. “Abrimos a discussão que vai nos levar não ao melhor modelo, não ao modelo da menor tarifa, mas àquele viável, aquele possível e que dê a tranquilidade e segurança para não comemorar só no dia do leilão, mas para comemorar ao longo da gestão do contrato”, disse Vieira.


“Temos muitos questionamentos sobre tudo o que foi exposto hoje neste plenário”, afirmou Delegado Recalcatti. Ele também disse que a apresentação feita pelos técnicos do Minfra e da EPL se centrou na comparação entre os valores praticados hoje com os da proposta nova, chamada de “modelo híbrido”. “Não podemos tomar por base os preços atuais porque eles são exorbitantes, fora da realidade, e parece que, com a nova proposta, esses valores seriam reduzidos drasticamente e isso não é verdade”.


Delegado Recalcatti voltou a questionar sobre o prazo dos contratos de 30 anos e a execução de duplicações nas rodovias paranaenses. Ele solicitou ao secretário Nacional de Transporte Terrestre a inclusão de um mecanismo no contrato para que, caso as obras contratadas não seja realizadas no prazo de dez anos, a concessão seja suspensa para a realização de uma nova concorrência. “Não temos garantias de que essas obras vão acontecer, do mesmo modo que no modelo atual”.


Outro ponto questionado por Delegado Recalcatti foi em relação à inclusão de 834 quilômetros de rodovias estaduais na proposta, com a criação de 15 novas praças de pedágios. Segundo ele, os valores previstos em algumas delas são muito elevados. “Pra que implantar uma praça de pedágio numa rodovia totalmente duplicada e em perfeitas condições?”, perguntou, referindo-se ao trecho da BR-467, entre Toledo e Cascavel. Segundo ele, a concessionária terá apenas que construir a praça de pedágio sem necessidade alguma de obras, a não ser a sua manutenção.


A apresentação da proposta oficial para o Novo Pedágio no Paraná teve também como palestrantes a secretária de Fomento, Planejamento e Parcerias, do Minfra, Natália Marcassa, e do diretor de Planejamento da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Rafael Benini. Estiveram presentes dezenas de deputados estaduais, em modo remoto e presencial, além do secretário chefe da Casa Civil, Guto Silva, do secretário de Infraestrutura e Logística (SEIL), Sandro Alex, e do diretor-geral do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), Fernando Furiatti.

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